As regras impostas pela PSD2 obrigam bancos e outros prestadores de serviços de pagamento a reforçar os mecanismos de autenticação dos seus clientes. Em Portugal o período ainda é de transição.

A Diretiva Europeia de Serviços de Pagamento, já incorporada na legislação nacional, define que, a partir de 14 de setembro de 2019, os prestadores de serviços de pagamento têm de efetuar a autenticação forte dos seus clientes (Strong Customer Authentication – SCA) sempre que estes acedam online à sua conta de pagamento, iniciem uma operação de pagamento eletrónico ou realizem remotamente uma ação que possa envolver risco de fraude no pagamento ou outros abusos.

O reforço dos mecanismos de autenticação obriga os prestadores de serviços de pagamento a pedirem aos utilizadores pelo menos dois elementos que provem a sua identidade.

Os elementos pedidos têm de pertencer às três categorias de autenticação forte do cliente - conhecimento, posse e inerência -, de que são, respetivamente, exemplos as passwords, os códigos enviados por SMS para o telemóvel ou a impressão digital.

O Banco de Portugal explica o processo, tendo também disponíveis respostas às questões mais frequentes sobre a Diretiva PSD2.

O que muda nos pagamentos online para o consumidor?
Com a entrada em vigor das novas regras para os pagamentos eletrónicos, a utilização dos dados impressos no cartão de crédito como elemento de autenticação em compras online vai deixar de ser aceite na União Europeia.

Para já, os clientes podem continuar a utilizar os dados do cartão para fazer pagamentos através da internet, mas apenas durante um período limitado de tempo a definir ainda "nas próximas semanas" pela Autoridade Bancária Europeia, de acordo com informação divulgada pelo Banco de Portugal (BdP).

Este período que será dado aos comerciantes visa minimizar o impacto do novo enquadramento regulamentar no comércio online, dando um tempo adicional aos comerciantes para que se adaptem e apliquem também eles a autenticação forte nas compras feitas online com cartão.

O BdP explica que, além de ser solicitada no acesso à conta através de homebanking (através da página eletrónica da instituição) ou app (aplicações em telemóveis ou tablets), a autenticação forte poderá ainda ser exigida aos clientes para fazer compras e pagamentos online com cartão, para iniciar transferências, para efetuar pagamentos de serviços e para consultar online os movimentos da sua conta.

Pode ainda ser pedida para consultar e alterar online outra informação, como por exemplo, dados de operações recorrentes ou listas de beneficiários preferenciais.
Consulte o Guia sobre a autenticação forte do cliente para mais informação.

Fonte: ACEPI

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Os números das compras online vão continuar a crescer e há vários aspetos que se destacam em diferentes regiões europeias. As estimativas são da Ecommerce Europe.

Ao longo de 2019, as compras B2C feitas através da internet na Europa deverão crescer 13%, originando 621 mil milhões de euros. O gasto médio por consumidor já está acima dos 1.460 euros.

Holanda, Bélgica, Reino Unido, Irlanda, França, Luxemburgo e Alemanha formam a região que mais contribui para o volume total de receitas (66%), que atingirá os 363 mil milhões de euros. Prevê-se que as compras online neste conjunto de países representem 4,11% do PIB europeu.

Com uma média de eshoppers nos 47%, em que cada um gastou em redor de 1.030 euros a fazer compras através da internet no ano passado, as previsões relativas à Europa do Sul apontam para que o comércio eletrónico cresça de 1,92% para 2,29% do PIB do Velho Continente em 2019.

Para Portugal, o mais recente relatório anual da Ecommerce Europe aponta  uma taxa de penetração de internet de 75%, em que 50% faz compras online. O volume de receitas geradas pelo ecommerce deverá crescer, este ano, 9,73%, representando 2,78% do PIB português.

O European Ecommerce Report 2019 destaca ainda os países escandinavos como liderando em índices importantes do comércio eletrónico, nomeadamente capacidade logística e desenvolvimento do eGovernment, assim como em taxa de penetração da internet e percentagem de eshoppers.

Fonte: ACEPI

Nas microempresas e pequenas e médias empresas o uso de sistemas operativos não suportados, como o Windows XP, Vista e 7, ainda é bastante recorrente.
 
Sistemas operativos antiquados e já não suportados pelos fabricantes ainda são utilizados em 40% das microempresas e 48% das pequenas e médias empresas, conclui um estudo da Kaspersky.
Com base no mesmo estudo, calculasse que 41% de todos os consumidores ainda usam sistemas operativos não suportados ou perto do fim de vida.

O alerta vai para a cibersegurança dos dispositivos que ainda fazem uso destes sistemas operativos: vulnerabilidades serão mais fáceis de encontrar e explorar e as atualizações de segurança poderão não estar disponíveis.

O estudo relata ainda que 2% dos consumidores e 1% das workstations ainda utilizam o Windows XP, lançado há 18 anos. O Windows Vista é o sistema preferido de menos de 1% das empresas. No caso do Windows 7, é mantido por 38% das microempresas e consumidores e 47% das pequenas e médias empresas. Este sistema operativo deixará de ser suportado em janeiro de 2020.

Fonte: IT Insight

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