Confinamento fez aumentar compras online. Em Portugal e no resto da Europa

on terça, 26 maio 2020. Posted in Transformação Digital, Economia, Web

Estudo revela que 51% das empresas sofreu um ataque de ransomware durante o ano passado onde o custo médio de recuperação foi de 730 mil dólares.

São vários os dados recentes que apontam para um crescimento significativo do ecommerce, em resposta à pandemia que assolou o mundo. A reboque vêm os pagamentos sem contacto. Para Portugal há mesmo quem fale em números recorde, em vários aspetos.

As compras online na Europa aumentaram em março último 11,9% face a igual período do ano passado, segundo dados do Eurostat. Já um estudo realizado pela Mastercard em 15 países europeus revela que o ecommerce superou todas as expetativas desde que se iniciaram os períodos de confinamento em toda a Europa.

Em Portugal, 54% dos inquiridos estão a fazer mais compras online do que nunca e 30% refere mesmo que está a gastar mais dinheiro em experiências virtuais do que no início do ano. Entre essas opções estão, por exemplo, a subscrição de canais de filmes (preferência de 59%), de receitas de culinária (40%) ou de aulas de fitness (33%).

Os dados revelam ainda que um em cada quatro portugueses fez doações para causas solidárias online e que os livros (30%), utensílios de cozinha (21%) e tinta para o cabelo (16%) estiveram entre os produtos mais populares na quarentena.

No domínio do entretenimento, as opções foram, ainda, para espetáculos de música online (49%), passatempos (46%), videojogos (36%), espetáculos de standup (34%) e visitas a museus ou lugares de interesse cultural (27%).

A generosidade também fez parte do dia-a-dia do confinamento dos portugueses, com 23% a afirmarem que fizeram pelo menos uma doação online, sendo que 14% o fez pela primeira vez online.

Este período também foi aproveitado para a aquisição de novas competências, através de cursos online, em áreas tão distintas quanto aprender a cozinhar (35%), aprender uma nova língua (21%), aprender a filmar (15%), a desenhar (13%), a programar em computador (12%), a fotografar (12%) ou, até, a aprender a dançar (11%) ou a tocar um instrumento (8%).

Ao nível dos bens essenciais de consumo, o estudo da Mastercard alinha com a tendência e revela que a compra online destes produtos também registou um aumento considerável, com 42% dos portugueses a confirmar que passou a adotar esta modalidade durante o período de confinamento.

A pesquisa da Mastercard revelou, ainda, que os hábitos de compra online espelham os comportamentos da vida real, com 95% dos portugueses a afirmarem que usam o seu tempo à procura das melhores oportunidades e preços mais baixos.

Por outro lado, 73% dos portugueses revela que o preço é o elemento mais importante na decisão de compra e os mesmos 73% dizem que chegam a criar listas de compras, mas que depois não as concretizam na íntegra. 56% considera, ainda, que a velocidade é o fator mais importante nas compras online e 41% sublinha que, nas compras online que faz, se mantém fiel às lojas físicas onde habitualmente faz as suas compras.

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Fonte: ACEPI

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